Ela decorava fórmulas e esquecia na prova seguinte. Trocava dígitos, se perdia em conta simples, e passou a vida achando que só não tinha 'cabeça para matemática'.
Ele lia a mesma frase quatro vezes e ainda trocava a ordem das letras. Os professores diziam que faltava atenção. Faltava, na verdade, outro tipo de ensino.
Ler devagar, trocar letras, evitar ler em voz alta na frente dos outros. A dislexia carrega décadas de vergonha desnecessária — e entender ela muda tudo.
Enquanto a dislexia ganhou mais visibilidade, a discalculia ainda é tratada como "não ser bom em matemática". Mas o transtorno é real, e o sofrimento silencioso também.